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Independentes Americanos na 22ª edição do Festroia

26.Mai.2006

Seguindo uma tradição que conta mais de quinze anos - e apenas foi interrompida no ano em que o Festroia não recebeu apoio do Ministério da Cultura -, os independentes americanos voltam a estar presentes na 22ª edição do Festival, que começa em Setúbal, Almada e Lisboa no dia 2 de Junho. Este ano são seis os filmes que constituem a mostra, seleccionados nas áreas de produção de Nova Iorque e da Califórnia, com uma breve passagem pelo Sundance, onde a tradicional independência produtiva tem sofrido alguns embates sérios nos últimos anos.

A popularidade de que os filmes independentes norte-americanos gozam no Festroia, sobretudo entre os espectadores mais jovens, não parece fácil de explicar, embora tenha que ver em parte com a oposição diametralmente oposta em que se colocam relativamente à indústria de Hollywood. Com efeito, colocado nos antípodas da grande produção, o cinema independente ocupa-se mais dos comportamentos humanos, com algumas preocupações de introspecção, e nisto se parece por vezes com o cinema europeu.

Este ano, o Festroia seleccionou algumas películas que, na sua maioria, já receberam o reconhecimento público em diversos festivais de cinema. “The War Within” (A Guerra Interior), de Joseph Castelo, foi nomeado para os Independent Spirits Awards e Satellite Awards, e trata da crise de consciência de um terrorista paquistanês que prepara um ataque a Nova Iorque. “Flanell Pajamas” (Pijama de Flanela), de Jeff Lipsky, apresentado no Sundance, narra a crónica amorosa de Stuart e Nicole, desde o dia em que se apaixonaram até ao dia em que a relação se esgota. “Room” (O Armazém), de Kyle Henry, nomeado para os Independent Spirit Awards e John Cassavetes Award. Trata de uma mulher que é assaltada por estranhas visões, que a levam em busca de um misterioso local. Mas também na secção de Primeiras Obras se pode encontrar um independente americano. Intitula-se “Sweet Land” (Minha Terra), de Ali Selim, já galardoado com o prémio do público do Hamptons International Film Festival. “212”, de Anthony Ng, e “Things that hang from trees”, de Ido Mizrahi, são também filmes a considerar.

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