Festroiablog.com

O paradoxo dos intervalos

28.Mai.2007

É certo que ver cinema em casa tem as suas vantagens: podemos comer e beber sem incomodar ninguém, por exemplo. No entanto, ver cinema na televisão portuguesa é, actualmente, um exercício quase impossível. E o motivo: os intervalos.

Uma das coisas mais interessantes em rever os filmes mais antigos da minha colecção de vhs, é ver os anúncios da época que davam nos intervalos. E nessas ocasiões dá para comparar as diferenças da televisão de há duas décadas com a actual: então, os intervalos resumiam-se a uma mão cheia de reclames, o suficiente para irmos à casa-de-banho fazer um xixizinho e voltar. Hoje em dia, um intervalo com menos de 15 minutos não é um intervalo…

É um sinal dos tempos: as receitas da publicidade dominam por completo a programação da televisão pública. No entanto, não deixa de ser algo paradoxal, visto que vivemos numa era em que a quantidade de informação a absorver surge em quantidades industriais e a nossa mente está cada vez mais formatada, pela televisão à internet, para ser entretida de x em x tempo. Por isso, quem é que consegue estar à espera 15 minutos pela segunda parte de um filme, sem se distrair por outros programas em outros canais? E dos que conseguem, quem é que ainda se lembra do que se passou na primeira parte do filme?

Maldita incapacidade de nos concentrarmos mais do que 20 minutos de seguida!

Sem comentários até ao momento



Como comentar
Preencha os campos do formulário abaixo e deixe a mensagem na caixa de texto. O seu e-mail não será mostrado publicamente.

(necessário)

(necessário)