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DIA 6 (a minha visão das coisas)

07.Jun.2007

A VIAGEM DE ISZKA (Seção Oficial)

A temática das crianças da rua sempre foi recorrente no Festróia (alguém mencionou “As Tartarguas Também Voam”, grande vencedor do Golfinho de Ouro em 2005?). E este ano, “A Viagem De Iszka” vem confirmar a regra.

Rodado na Hungria, “A Viagem de Iszka” tenta retirar o máximo realismo possível ao utilizar apenas verdadeiras crianças de rua, aproximando o filme quase do registo docudrama. Iszka (Mária Varga) é a personagem central, uma menina que vive na pobreza e que recolhe lixo diariamente para suportar o víceo do álcool dos pais. O quadro trágico é ainda complementado pela irmã mais nova a contas com uma grave doença.

“A Viagem De Iszka” é filmado quase na primeira pessoa, usando e abusando dos grandes planos e recorrendo aos silêncios e à sugestão, de forma a entrarmos também naquele mundo de miséria. Iszka, como todos os meninos da sua idade, tem um sonho: o de ir ve ro mar. E nós vamos embarcar nessa sua “viagem” (assim entre aspas, porque não é bem uma viagem física), que vai temrinar no submundo do tráfico humano.

Filme de curta duração, apenas com 1 hora e um quarto, “A Viagem De Iszka” ressente-se disso, uma vez que não dá espaço nem tempo ao espectador para se deixar envolver naquela rede de emoções. O realizador Csaba Bollók necessitava de ser mais ambicioso e até mais presunçoso. O filme só teria a ganhar.

Além disso, fica sempre a sensação de que muito ficou por dizer, uma vez que a linearidade temporal nunca é bem definida. O que nos faz chegar à conclusão que o principal problema de “A Viagem De Iszka” deu-se na sala de montagem. O que é pena, diga-se, porque haviam potencialidades para muito mais.

M - MATOU! (Clássicos Alemães)

Último filme do mestre Fritz Lang na sua Alemanha natal, antes de fugir para os Estados Unidos. Curiosamente, “M - Matou” lançaria as linhas mestras do cinema-noir, que nos anos seguintes iria ser uma das bandeiras de Hollywood. Para ler mais aqui.

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