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Dilema

09.Jun.2006

Aqui fica a curta holandesa Dilema, de Boris Paval Conen, que também tem disponível online uma espécie de making of.

Fiquei a assobiar Julio Iglesias…

09.Jun.2006

A curta que ontem à noite passou no Forum na sessão das 21h30 é absolutamente contagiante e conseguiu fazer algo que é muito difícil: pôr-me a trautear Julio Iglesias todo o dia (e como eu certamente muitas outras pessoas).

Quem não conseguiu ver no cinema, ainda pode assistir a Está no Ar (Comme un Air), de Yohann Gloaguen, na Internet.

Também está disponível na íntegra na Net a animação Broken Wire, do espanhol Juan Carlos Mostaza. Quem preferir, pode ver primeiro o trailer.

Por falar em trailers, aqui ficam mais uns quantos, relativos a filmes que vão passar até ao final do festival:

De Cabeça para Baixo (Wrong Side Up), de Petr Zelenka

Uma Última Coisa… (One Last Thing…), de Alex Steyermark

A Gruta do Cão Amarelo (The Cave of the Yellow Dog), de Byambasuren Davaa

As Crianças de Leningradsky (The Children of Leningradsky), de Hanna Polak e Andrzej Celinski

Ganância (Shikhar), de John M. Matthan (tem um segundo trailer)

Pele, de Fernando Vendrell

A Rapariga da Mão Morta, de Alberto Seixas Santos

Um Inimigo do Povo (An Enemy of the People), de Erik Skjoldbjaerg

Instintos Diabólicos (I Am Dina), de Ole Bornedal

… e há ainda pequenos clips de O Deus Elefante (The Elephant God) e O Herói (The Hero), ambos de Satyajit Ray

DIA 7 (a minha visão das coisas)

09.Jun.2006

VITUS (Secção Oficial)

E agora, para algo completamente diferente, uma pergunta demasiado fácil: qual é a coisa que os pais mais amam? Exacto, os filhos. Os filhos são verdadeiros diamantes aos olhos dos pais, que colocam neles um orgulho infinito. E muitas vezes, uma enorme pressão. Porque os pais esperam sempre que o filho venha a ser médico, advogado ou astronauta.

Por isso, quando existe pressão e esses intuitos não são correspondidos, surge alguma desilusão. De uma ou de outra das partes. Normalmente, os pais esperam que o filho seja médico, para descobrir a cura para a SIDA. E o filho apenas quer ser poeta…

Não é bem isto que acontece com Vitus (Teo Gheorghiu), mas a ideia é a mesma. E a pressão até é maior, porque Vitus é um menino sobredotado de quem os pais esperam um futuro prodigioso como engenheiro. Mas Vitus não está preparado para corresponder a tanta expectativa. Prefere viver a sua infância sem pressas, igual à dos outros meninos que ultrapassa na escola a velocidade relâmpago e que por isso o desprezam. E a única solução que encontra de não desiludir nem a si nem aos pais é renegar a tudo.

Contudo, quando a empresa do pai ameaça falir e a sua família está prestes a cair na bancarrota, Vitus vai ver-se obrigado a agir e com a ajuda do avô (Bruno Ganz), o seu fiél compincha, vai transformar-se numa versão miniatura de Michael J. Fox em “O Segredo Do Meu Sucesso”. Aliás, “Vitus” tem uma pontinha daquelas comédias juvenis cheias de esperança que os anos 80 souberam fazer tão bem.

Apesar das suas duas horas de duração, “Vitus” consegue sempre manter o ritmo e entreter, num nostálgico voo até à nossa infância, citando as palavras do realizador antes da exibição do filme, fazendo uma bonita analogia ao final do mesmo (quem o viu percebe do que eu estou a falar).

Drama familiar de esperança e final feliz para se ver ao serão, Vitus mostra ainda a formidável capacidade de transformação de Bruno Ganz, que depois de ter sido Adolph Hitler, o homem mais odiado do planeta (em “Untergang - A Queda”), transforma-se aqui num simpático e amoroso avôzinho, de quem é impossível desgostar.

MANÔ (Cinema Português Do Ano)

O cinema português a mostrar que também sabe ser diferente, aqui.

DIA 6 (a minha visão das coisas)

08.Jun.2006

ILUMINADOS PELO FOGO (Secção Oficial)

Assim como nós temos o Ultramar e os americanos têm o Vietname, os argentinos têm a Guerra das Maldivas. “Iluminados Pelo Fogo” exorciza fantasmas e não deixa esquecer esse erro, para que não se volte a repetir. Para ler aqui.

MINHA TERRA (Primeiras Obras)

Após a intervenção do realizador antes da exibição do filme, o espectador que não sabia ao que ia poderia ter ficado com a ideia de que iria assistir a uma comédia, tal foi a boa disposição de Ali Selim, que revelou ter decorado as letras das músicas de Pedro Abrunhosa, mas que de nada serviriam naquela situação. O público sorriu, o realizador meteu-se com a apresentadora e depois de um bom momento, as luzes apagaram-se, abriu-se a cortina e fez-se a magia do cinema.

“Minha Terra” é o tradicional conto americano, acerca da temática do nascimento da nação: numa colónia norueguesa conservadora nos Estados Unidos acabados de sair da II Guerra Mundial, Olaf (Tim Guinee) recebe a sua noiva por encomenda, a bela Inge (Elizabeth Reaser). O que ninguém sabia é que ela era alemã; e tal facto, numa comunidade conservadora em plena Guerra Fria vai trazer muitas complicações. De referir ainda que o genial Alan Cumming fecha o triângulo de personagens principais desta história.

Funcionando num flashback dentro de um flashback, “Minha Terra” recua do dia de hoje até ao dia de chegada de Inge aos Estados Unidos: uma alemã num país completamente diferente, sem saber falar inglês, perante uma multidão de desconfiados e um futuro marido bastante introvertido. “Minha Terra” é uma crónica de costumes em que Inge enfrenta o choque de culturas e tenta adaptar-se como pode à sua nova vida.

Com um leque de actores notável apesar de ser uma primeira obra, “Minha Terra” é um excelente filme, com tudo no sítio: consegue nunca cair na repetição de lugares-comuns e até sabe ser lamechas quando o tem de ser. Com uma reconstituição histórica notável, uma fotografia lindíssima e interpretações sólidas, “Minha Terra” é um excelente momento de cinema.

A BODA (Secção Oficial)

Modesta adaptação da banda-desenhada homónima. Para saber mais aqui.

Trailers e clips do dia

08.Jun.2006

Terra Fria (Frozen Land), de Aku Louhimies

O Palco (The Stage), de Peter Mostovoy

Coisas que Pendem das Árvores (Things that Hang from Trees), de Ido Mizrahy

O Armazém (Room), de Kyle Henry

Amor + Ódio (Love+Hate), de Dominic Savage

Manô, de George Felner

Vitus, de Fredi Murer

Dia 5 (a minha visão das coisas)

07.Jun.2006

OLHO MÁGICO (Secção Oficial)

Excelente surpresa vinda de um país com pouca tradição cinematográfica, a Albânia. Para ler aqui.

EM PRIVADO (Primeiras Obras)

Quando conhecemos um homem como HP (Michael Neuenschwander) , torcemos automaticamente o nariz. Um homem com grande sucesso profissional numa grande empresa, uma casa brutal, uma mulher bonita e uma “au pair” linda de morrer. É tudo perfeito demais para não haver qualquer podre escondido. E o sacana do gordo do filho, que filma às escondidas a ‘au pair’ enquanto esta troca de roupa, não chega.

É este o retrato que Em Privado nos pinta nos primeiros momentos do filme e logo vemos que ali há gato. Um gato escondido, mas com o rabo de fora. É fim-de-semana e HP organiza um churrasco no seu (enorme) quintal. É convidado o seu chefe e a esposa e estes convidam um novo trabalhador, aspirante a um bom cargo na empresa. Tudo parece correr bem. Mas no final, a intriga, a mentira e a chantagem vão falar mais alto.

Em Privado pisca o olho a Buñuel e às suas crónicas de costumes ácidas e acena a Pulp Fiction, auto-parodiando-se com uma referência divertida à obra-prima de Tarantino; não deixa por isso de ser evidente uma tentativa de deixar a sua marca autoral, por parte da realizadora. Pelo meio, há uma cambalhota total no argumento, deixando tudo virado do avesso no final.

Em Privado é ainda divertido e tem o condão de não nos maçar, o que até era muito fácil, dada a saturação dos personagens, confinados ao mesmo espaço. No entanto, todos eles são explorados convenientemente e constróiem-se uma série de personagens com dimensão e profundidade.

E no final, o sacana do gordo do filho é o mais normal naquele grupo de pessoas.

QUE LUGAR MARAVILHOSO (Secção Oficial)

Quando se fala em Israel associamos logo a atentados suicida, a calhauzada na Faixa de Gaza, ou a outras cenas associadas ao conflito israelo-palestino. No entanto, como em tudo na vida, Israel também tem o seu lado neutro, o seu lado bom e pacífico. É o chamado contraditório.

Que Lugar Maravilhoso é tudo menos o tradicional filme israelita, uma vez que não pega no conflito armado, ao contrário de 90% da cinematografia daquele país que nos chega. Este retrata antes os subúrbios de Tel Aviv e recolhe uma série de personagens que, tal como o próprio país, têm o seu lado mau, mas também o seu lado bom e humano.

Conhecemos então Franco (Uri Gavriel), um ex-polícia viciado no jogo que paga as suas dívidas trabalhando para um proxeneta. O contraditório: projecta o seu lado paternal nas prostitutas que recolhe, uma vez que a situação familiar não é lá muito famosa. Conhecemos então Yoav (Yoav Hait), que tem um caso com uma mulher casada e graves problemas xenófobos para com os tailandeses. O contraditório: paga um filipino para o ajudar a cuidar do pai entravado. Conhecemos então uma sprostitutas ucrânianas, ilegais no país. O contraditório: tentam amealhar dinheiro para darem uma vida melhor aos seus. E conhecemos então mais uma série de personagens e os respectivos contraditórios.

Que Lugar Maravilhodo é um filme-mosaico onde as estórias desenvolvem-se paralelamente, com um argumento flexível que une as pontas no fim, fechando a elipse. Drama humano e moral, é ainda uma excelente palete de emoções, um filme forte psicologicamente, com o respectivo final feliz (dentro dos possíveis, claro).

Não quero dizer que Que Lugar Maravilhoso é uma versão de Colisão, mas sem a pretensão deste, mas fosse eu a mandar e o Golfinho de Ouro estava já escolhido.

E para quem gosta de vídeos…

07.Jun.2006

… aqui ficam mais alguns.

Os primeiros estão no site do filme El Color de los Sentidos, de Norman Ruiz e Liliana Romero, onde é possível ver excertos de “O Imigrante” e também de “A Carta”.

Também de produção argentina, Iluminados pelo Fogo, de Tristán Bauer, apresenta, além do trailer, um making of do filme.

Subindo na América chegamos até ao Minnesota, onde Ali Selim faz decorrer Terra Minha (Sweet Land).
Atravessando o Atlântico de modo a chegar à Europa, somos convidados para A Boda (The Wedding Party), de Dominique Deruddere.

Aqui ficam quatro curtas

06.Jun.2006

E o Homem Vermelho Ficou Verde (And The Red Man Went Green), de Ruth Meehan

A Máquina de Lavar (The Washing Machine), de Douwe Dijkstra

Avatar, de Lluis Quilez

Dez para as Duas (Ten to Two), de Mathijs Geijskes (tem também uma espécie de making of)

Realizadores de Setúbal procuram-se

06.Jun.2006

Em comentário a um dos posts que já não está na primeira página do blog, a Maria (não se identificou mais do que isto) diz que pretende entrar em contacto com realizadores de cinema naturais de Setúbal para produzir uma curta metragem.

Há interessados?

Uma barrigada de filmes

06.Jun.2006

Ora aqui ficam mais uns quantos trailers, excertos ou até filmes completos que estão disponíveis na Internet:

Howard Zinn, de Deb Ellis e Denis Muller

212, de Anthony Ng

Pequena Katerina (Tiny Katerina), de Ivan Golovnev

A Guerra Interior (The War Within), de Joseph Castelo

Olá Maya (Hoi Maya), de Claudia Lorenz

Um Longo Inverno (Kissed by Winter), de Sara Johnsen

Olho Mágico (Magic Eye), de Çashku Kushtim

O Cobrador (The Collector), de Feliks Falk

Manasarovar, de Anup Kurian

Jolly Roger, de Mark Baker

A Cegonha (The Stork), de Klaus Morschheuser

Raios e Coriscos (Nuts and Bolts), de Andreas Krein

Filmes completos

Éramos Poucos, de Borja Cobeaga

C-Mail, de Filipe Araújo